29.11.09

Imago em Temporada no Aniversário de Londrina

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Temporada Imago Teatro de Animação

Para comemorar o Aniversário de Londrina


E S T R E I A


VORTEX: Folia para Sopro, Cordas y Marionetes

O novo espetáculo da Companhia Imago Teatro de Animação. É um diálogo entre a Alma das Marionetes e o Espírito da Musica, representando o despertar de um canto silencioso para as marionetes.

Nesta obra música e movimento se entrelaçam, na composição da alquimia que faz nascer a individualidade de uma personagem: a marionete que ainda não tem nome.

A música é uma folia, que em sua origem medieval e era esta a denominação das festividades de comunidades agrícolas da Península Ibérica e, depois, no Barroco (1600-1750), transformou-se em gênero musical que, aqui, neste espetáculo, folia significa a reunião deste grupo de artistas na celebração do enternecimento, da sensibilização individual e coletiva. A marionete é uma alegoria do nascimento da individualidade.

O canto silencioso refere-se ao conceito de Platão, que faz vibrar em nós o que é anterior às palavras e pensamentos. Vortex encena a mudança do imaterial em material, a essência humana rica e divina que se humaniza, ganhando a forma do corpo que dança e se expressa no espaço da cena. O cósmico irrompe em cena, ganhando densidade, e por certo expande a personalidade que se expressa na forma geométrica, na dança, na música da marionete que ali nasce.

Vortex ou vórtice é a unidade que faz movimentos circulares, reapresentando as forças e os poderes dos ciclos. É a força intrínseca do movimento, o fluxo dos sentimentos e propriamente o mistério da música. Em Vortex os substratos da alma, que tem como base a inocência sabia e silenciosa, segue a espiral em constante movimento e transformação que faz das marionetes do Imago pura sensibilidade expressos em abraço.

Em cena estão a flauta de Nivea Nasser, as cordas de André Siqueira e as Marionetes de Mauro Rodrigues, animadas por Robson Barbosa e Laura Lopes. A música é "Variações sobre Folies d’ Espagne", de Marain Marais (1656-1728).


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20.11.09

O que está no alto!

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Todos os dias tenho estudado uma parcela das lições que o azul ensina. E fico contente de compartilhar contigo, nesta data, um tanto do que eu tenho aprendido.

O azul exato é inexistente.

Se está no céu o azul é ilusão. É tão só cor, refelxo das águas ou o ar, de tão pouca matéria que não se pode alcançar este tal azul celeste. Se chego nas nuvens, até as ultrapasso, o azul não está mais ali.


O azul é inatingível.

Ele, o azul, está e fica sempre à boa distância, eu penso.
Há azul nos mares mais frios, nas calotas do planeta. E perto ou dentro deles, mesmo assim, não se podeo tocar este azul profundo. Onde está a parte tangível de mares e dos céus, estas imensidões azuis? Tão próximas dos olhos, sempre distantes da mão.

O azul é inascessível.

Mas é certo que o azul nos inunda a imaginação. A possibilidade de tocar o azul mais profundo, o qual eu poderia tocar, sequer guardar um pedacinho de matéria azul; e fazer disto presente para os mais próximos ou aos que eu amo...

O azul tem beleza singular.

Há o azul das geleiras, dos Glaciares. Você também já comprovou, é lindo! E inexistente, e inatingível e inascessível. Deste eu até bebi, e preso no cristal do copo, era água com a inconfundível cor de água, isto é, transparente e límpida, como é também a cor cristais amadurecidos. Centenas e centenas de anos e a água não se tornouazul, apesar da insistência do céu, do mar e também do frio. Este último, dizem, também é azul, logo, inexistente, inatingível, inascessível.

O azul é sempre profundo.

Nós sabemos do azul qual o tom exato dele que nos faz vibrar mais e melhor, certo?
Ele não existe, senão nos nossos olhares que nos enganam e nos protegem, a nos presentear com profundidades e transparências e tonalidades as mais variadas de algo qwue não existe. Não apenas não não existe, também é incerto, inexato, incostante e, calro, impermanente.
E vemos o azul e a ele creditamos uma boa parcela  de confiança e de pequenas alegrias: O dia está azul celeste de leveza... O dia vestiu o manto azul profundo salpicado de luzes e fez-se noite... Ou o azul nos serve de metáfora parfa o mais além de nós mesmos. Bem possível traduza o que é frágil em nós.
Vemos e vivemos certa parcela das nossas vidas imersos no azul. E, se vemos, ele não está ali, sabemos, e ainda assim vivemos o azul que pulsa vida debaixo da nossa frágil pele (sabemos o vermelho do sangue, e vemos também azul nobreza... até aqui dentro de mim!)
 
Sentimentos, pensamentos e emoções são assim, não são? Tal como é o azul! Existem por existirem em algum lugar na gente, mesmo que não vejamos, nem toquemos. Não há um órgão. Nem matérias...

Exercer! Existir! Exercitar-se nos arficífios, articulações... Experiências, experimentos... E (ousar) ser!
A lição que o azul me ensina , estando vazio, ele está pleno.

Um mundo ou mais de alegrias todos os dias dos novos azuis tempos!

As geleiras azuis são del Fin del Mundo, onde fui buscar um azul para compartilhar contigo!




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23.10.09

Descaminhos: Rosas del Fin del Mundo

Pense no vermelho vivo!
O vermelho vivo, mas não é do sangue do sol da manhã.
Não é o vermelho sangue da juventude, nem o vermelho fervido, nem o das nódoas coaguladas nas feridas da nossa pele. É o vermelho transcendente da batina do alto bispado. Não, não é o carmim, nem o vermelho quase violeta.
É o vermelho vivo e tinto pela luz azul dos dias de céu límpido.
Isto, vermelho de bordas esbranquiçadas, dando margem para a reflexão do azul dos claros dias. E distante do corpo, sob luz azul, o vermelho (quase bordô) virará marrom da terra e, mais e mais próximo ao corpo, torna-se este vermelho quente que é a pulsação da vida.
Pense no vermelho vivo!
O vermelho quente do final da tarde, manchado pelo vinho tinto da boa estirpe das horas vividas.
São estas rosas que vi incendiar em Ushuaia e as trago pra você sentir, se são elas que gostaria de vestir ao dançar.

Um beijo com as rosas del Fin del Mundo!

Mauro R Rodrigues z

Rosas del Fin del Mundo

Ana,

Envio rosas que eu vi em Ushuaia, na Terra do Fogo - Fin del Mundo, que é como chamam aquela região da Argentina, por ser a mais extrema do globo, distante apenas mil Km da Antardida.

As formas e as cores das rosas de Ushuaia. Os tons e sobretons profundos. Rosa nada ingênuo, nem infantil. Rosa feminino fortaleza. Gostaria que lhe servisse para a segunda veste, na "combinação" que veste debaixo do vestido escuro do início.

Um beijo com rosa!

Mauro R Rodrigues



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15.10.09

Imago Teatro em Outubro, no Teatro Zaqueu de Melo

Imago Teatro de Marionetes, única companhia a atuar com marionetes nesta cidade, apresenta espetáculo para pessoas da faixa etária a partir de 1 (ano) de idade.

Crianças se divertem e adultos se emocionam.


Em Londrina, neste final de semana!

Primeira companhia estável de teatro de marionetes de Londrina.

Em cartaz desde dezembro de 2007.

Mais de 70 apresentações.

Assistido por 10mil espectadores.

www.imagoteatro.com.br

contato
fone: (43) 3344 6125
cel. : (43) 9105 0051

A Temporada Imago 2009 apoia campanha do Hospital do Câncer

As apresentações estão programadas para esta semana, na temporada 2009 do Circuito Imago,
com a peça Vis Motrix: ensaio sobre a alma das marionetes, no Teatro Zaqueu de Melo.
Neste ciclo, a temporada acontece sábado (dia 17, às 20h30) e domingo (dia 18, às 19h30).
A temporada deste ano do Circuito Imago apóia a campanha do Hospital do Câncer, batizada
de "Amigo do ICL". Durante toda a temporada no Zaqueu, o boneco Nando, do Hospital
do Câncer, estará à venda ao público e uma parte da renda da bilheteria será destinada à
instituição.

Segundo o Hospital do Câncer, quase 19,5 mil pacientes de Londrina e de outros 218
municípios foram atendidos, em 2008, pelo Hospital do Câncer de Londrina. Entre
radioterapia e quimioterapia, foram 101.414 aplicações no ano passado. As internações
somaram 6.602. Do total de atendimentos, quase a maioria (94,79%) foram feitos pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Os outros 5,21% foram decorrentes de convênios. Segundo a
assessoria de imprensa, atualmente são 340 crianças em tratamento no Hospital do Câncer.

 

"Esta parceria entre Imago e o Hospital do Câncer de Londrina nasceu do desejo de animar a Campanha,
de doar a vida que temos criado com os nossos bonecos", explica Mauro Rodrigues, diretor
do Imago Teatro e criador das marionetes do espetáculo. Professor do curso de Artes
Cênicas da Universidade Estadual de Londrina, ensina ainda que esta iniciativa tem o
sentido de devolver um pouco do que esta Temporada tem recebido da população londrinense. "Em um ano e meio de
trabalho, foram 10mil espectadores em nossa plateia".

 

As marionetes de Vis Motrix também já estiveram em apresentação no Hospital do Câncer, e se apresentaram em eventos com representatividade singular a respeito da produção teatral brasileira, tais como o FIT-Festival Internacional de Teatro de Rio Preto (julho 2009), o Fenatib- Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (setembro, 2009), o Festebon - Festival de Bonecos de Maringá (agosto, 2009), o Seminário Nacional de Teatro de Animação - Jaraguá do Sul (setembro, 2009) e o FILO - Festival Internacional de Londrina (maio, 2008), al´pem de circular pelas unidades do SESC de Santos, São Carlos, Ribeirão Preto e Campinas.

O público que assistir ao espetáculo, por sua vez, tem a chance efetiva de colaborar com o tratamento das crianças atendidas pelo HCL. Ao adquirir o boneco Nando, por R$ 25,00, o londrinense colabora com o trabalho da instituição.


* PAINEL CRÍTICO FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO
São José do Rio Preto ? 27/07/2009

"Vis Motrix" - Delicado, para todas as idades

Maria Beatriz de Medeiros
Leitora Crítica

Na entrada, solene, um senhor de voz grave e acolhedora, recebe gentilmente espectadores. A
trilha sonora, dos 15 minutos de espera tradicionais de todo teatro, também demonstra
cuidado. Isto deve ser natural, penso, para pessoas que trabalham com bonecos, pequenos
seres animados, frágeis, mas que se revelarão ágeis. Certamente me inspiro, para este
pensamento, no tanto carinho que oferece um pai ao seu filho de colo. A platéia está
repleta de crianças. Mas, realmente, um espetáculo de bonecos, não necessariamente é para
crianças. E este também não é só para crianças. Trata-se de técnica, de técnica apurada a
partir da tradição de marionetes japonesas e de poesia.
O mesmo senhor (Mauro Rodrigues) apresenta um boneco, seu "colega", que depois chama de
filho. O boneco é grande e manipulado por três pessoas. Explica: "Vis Motrix", vontade de
movimento, ou enthusiasmós, conforme também consta no completo site da Cia Imago
(www.imagoteatro.com.br). O espetáculo tem por subtítulo "um ensaio sobre a alma das
marionetes".(...)
        A manipulação é eficaz e cria de fato envolvimento com o boneco. Ele dança, salta,
instala cadeirinhas, finge ser desajeitado, instala-se, e uma mesa, ganhando o nosso imaginário.

A habilidade na movimentação do boneco faz crer que a mesa, pequena para o tamanho do boneco, é muito
pesada. Ele se equilibra nas cadeiras que dispôs sobre a mesinha. A gravidade desaparece,
estamos no mundo dos sonhos.(...)
        Entra naturalmente a bola de futebol. Mas estamos em um mundo mágico e facilmente ela se
torna bola de vôlei, futevôlei, desobedece. Ahahah! É divertido um mundo sem gravidade e
onde os objetos podem ter vida própria: uma cadeira desobediente, uma bola que não quer
mais jogar.(...)
        Muito interessante e instigante é a linha, ou a corda, que entra em cena para que o
boneco nela se equilibra, se desequilibra, se joga ao ar, numa cama elástica. Elemento
visual puro, a maronete se solta e os desenhos descobertos são inusitados. Simples, grande,
diferente.
        Após o fim do espetáculo, o Grupo apresenta um sketch. Agora, as luzes são
mais abertas, vê-se um pouco os manipuladores/atores. Mas isto não é incomodo. Ao
contrário, os olhos ficam mais à vontade e a concentração na excelente movimentação do
boneco, que quer ter alma, não nos deixa prestar atenção nos excelentes manipuladores.
Bonecos manipulados por três atores não é nada fácil (...). Indago-me se existe apoio
para a pesquisa em estudo de movimentos via sensores e computadores. Informo-me e a
resposta é "não". Tudo é feito sem tecnologia digital. O melhor da artesania. E isto exige trabalho e a Imago Cia
de Teatro o possui integral.

Mauro R Rodrigues z


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7.9.09

Domingueira



*
O dia amanheceu aos miados,
jeito de quem, patas macias,
na elegância e precariedade do equilíbrio,
traria alegrias de infância.

As seriedades da semana,
o ensaio da obra derradeira e definitiva,
amarfanhado o lençol,
lento aparece o dia sem muito sol,
de boa luz, feito promessa.

Cores de orvalho e cheiro impressionista da chuva noturna.
A vida fosse manhãs de domingo,
estivessemos dormindo, fossemos acordados,
seriamos de alegrias menos reticentes
.

*

20.8.09

Teatro de Animação: a arte de confeccionar e manipular bonecos

*


ARTES


Para manipular bonecos é preciso ser bom ator, ter disciplina, formação contínua e conhecimento da dramaturgia

Teatro de Animação: a arte de confeccionar e manipular bonecos
13/08/2009

Misture paciência e dedicação. Molde os talentos artísticos manuais e teatrais e treine muito. Essa é a receita básica para trabalhar com o Teatro de Animação ou Teatro de Bonecos.
(...)

A vida dos bonecos

Há 35 anos construindo bonecos, o professor, diretor e dramaturgo Mauro Rodrigues criou em Londrina, há dois anos, Imago de Teatro de Animação. Único trabalho com bonecos da cidade, a Cia já realizou 63 apresentações do Vis Motrix.: ensaio sobre a alma das marionetes

Viajando pelo país e divulgando seu talento pelo mundo, Rodrigues construiu os bonecos em madeira para um videoclip da banda suíça Fusion Square Garden. Depois disso, fez modificações no corpo dos bonecos - para adaptá-los à técnica da manipulação direta com um grupo de atores.

Segundo Rodrigues, a arte de animar bonecos é dar movimento e agilidade humana a um objeto inanimado. "As características do humano transpiram do boneco. Os atores e a sua alma, seu ego atuam em transferência com o objeto, para darem vida", explica o diretor.

Para trabalhar com animação de bonecos são necessários alguns requisitos: "É preciso ser um excelente ator, ter disciplina, formação contínua e conhecimento da dramaturgia para conquistar a harmonia de gestos e expressões", orienta Rodrigues.

A companhia Imago de Teatro de Animação tem cinco atores em cena e já formou mais de 15 outros artistas. Atualmente prepara o segundo espetáculo da Trilogia Vis Motrix, este novo é Vórtex, e tem como mote os bonecos que descobrem a linguagem como sistema de comunicação entre pessoa (marionete) e objetos ou até outras pessoas.

(...)

Imago de Teatro de Animação
Fone: 3344.6125 ou www.imagoteatro.com.br


Fabiane Gaion/ Máxima Comunicação


*

6.8.09

FIT - Festival Internacional de Teatro - S.J. Rio Preto - julho 2009

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PAINEL CRÍTICO

FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO

São José do Rio Preto – 27/07/2009


"Vis Motrix" - Delicado, para todas as idades

Maria Beatriz de Medeiros
Leitora Crítica

Na entrada, solene, um senhor de voz grave e acolhedora, recebe gentilmente a platéia. A trilha sonora, dos 15 minutos já tradicionais de atraso de todo teatro, também demonstra cuidado. Isto deve ser natural, penso, para pessoas que trabalham com bonecos, pequenos seres animados, frágeis, mas que se revelarão ágeis. Certamente me inspiro, para este pensamento, no tanto carinho que oferece um pai ao seu filho de colo. A platéia está repleta de crianças. Mas, realmente, um espetáculo de bonecos, não necessariamente é para crianças. E este também não é só para crianças. Trata-se de técnica, de técnica apurada a partir da tradição de marionetes japonesas e de poesia.

O mesmo senhor (Mauro Rodrigues) apresenta um boneco, seu "colega", que depois chama de filho. O boneco é grande e manipulado por três pessoas. Explica: "Vis Motrix", vontade de movimento, ou enthusiasmós, conforme o completo site da Cia de teatro (www.imagoteatro.com.br). O espetáculo tem por subtítulo "um ensaio sobre a alma das marionetes"(...)

A manipulação é eficaz e cria de fato envolvimento com o boneco. Ele dança, salta, instala cadeirinhas, finge ser desajeitado, instala cadeirinhas, e uma mesa. A habilidade na movimentação do boneco faz crer que a mesa, pequena para o tamanho do boneco, é muito pesada. Ele se equilibra nas cadeiras que dispôs sobre a mesinha. A gravidade desaparece, estamos no mundo dos sonhos (...)

Entra naturalmente a bola de futebol. Mas estamos em um mundo mágico e facilmente ela se torna bola de vôlei, futevôlei, desobedece. Ahahah! É divertido um mundo sem gravidade e onde os objetos podem ter vida própria: uma cadeira desobediente, uma bola que não quer mais jogar (...)

Muito interessante e instigante é a linha, ou a corda, que entra em cena para que o boneco nela se equilibre, se desequilibre, se jogue como em uma cama elástica. Elemento visual puro, ela se solta e os desenhos descobertos são inusitados. Simples, grande, diferente.

Após o fim do espetáculo, o Grupo apresenta um sketch do próximo. Agora, as luzes são mais abertas, vê-se um pouco os manipuladores/atores. Mas isto não é incomodo. Ao contrário, os olhos ficam mais à vontade e a concentração na excelente movimentação do boneco, que quer ter alma, não nos deixa prestar atenção nos excelentes manipuladores.

Bonecos manipulados por três atores não é nada fácil (...). Indago-me se existe apoio para a pesquisa em estudo de movimentos via sensores e computadores. Informo-me e a resposta é 'não'. Tudo é feito sem tecnologia digital. Isto exige trabalho e a Imago Cia de Teatro a possui.

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