23.10.09

Descaminhos: Rosas del Fin del Mundo

Pense no vermelho vivo!
O vermelho vivo, mas não é do sangue do sol da manhã.
Não é o vermelho sangue da juventude, nem o vermelho fervido, nem o das nódoas coaguladas nas feridas da nossa pele. É o vermelho transcendente da batina do alto bispado. Não, não é o carmim, nem o vermelho quase violeta.
É o vermelho vivo e tinto pela luz azul dos dias de céu límpido.
Isto, vermelho de bordas esbranquiçadas, dando margem para a reflexão do azul dos claros dias. E distante do corpo, sob luz azul, o vermelho (quase bordô) virará marrom da terra e, mais e mais próximo ao corpo, torna-se este vermelho quente que é a pulsação da vida.
Pense no vermelho vivo!
O vermelho quente do final da tarde, manchado pelo vinho tinto da boa estirpe das horas vividas.
São estas rosas que vi incendiar em Ushuaia e as trago pra você sentir, se são elas que gostaria de vestir ao dançar.

Um beijo com as rosas del Fin del Mundo!

Mauro R Rodrigues z

1 Comments:

Anonymous Roberto Prado said...

Bravíssimo!
Grande abraço e saudades do Beco.

4:11 PM  

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